03 · Edição
Aprende a editar UGC: gancho, cortes e export
A edição transforma uma gravação caseira num entregável. As marcas não pagam por “ter estado lá”: pagam por um corte que se percebe sem som, com o produto à vista.
Não precisas de After Effects. Precisas de um fluxo: importar, marcar o gancho, cortar silêncios, legendas e exportar 1080×1920.
Estrutura que funciona
A maior parte do UGC cabe em 15 a 45 segundos. 0–3 s gancho, 3–20 s prova, fecho com benefício.
Se passar de um minuto, pergunta se querem cutdowns. Parte de 9:16; acrescenta 1:1 se pedirem.
Cortes, não transições de catálogo
Corta no gesto ou na palavra. Evita wipes e packs “virais”. Um jump cut limpo parece mais UGC.
Tira muletas e silêncios longos, mas deixa respirar. Alterna cara e produto.
Legendas e texto
A maior parte do consumo é sem áudio. Legendas grandes, contraste alto, duas linhas. Não tapes a cara nem o rótulo.
Não inventes claims. O texto no ecrã faz parte do cumprimento publicitário.
Áudio em pós
Normaliza a voz. A música fica por baixo. Sem licença, entrega sem música.
Se houver roce, não o “corrigas” com um filtro robótico. Grava outra vez.
Export e entrega
H.264, 1080×1920, 30 fps, AAC. Nomeia com marca, peça e versão.
Vê no telemóvel. Confirma que o último frame não é preto. Atualiza o portefólio.
Perguntas frequentes
Que programa uso?
CapCut, VN ou o editor nativo chegam. DaVinci ou Premiere quando já faturas.
É obrigatória a música?
Não. Muitas marcas põem a delas. Se puseres, que esteja licenciada ou entrega mute.
Quantas versões envio?
As do brief. Se não disser nada, um master e um cutdown de 15 s. Não envies oito variantes.